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MÃES RECLAMAM PELA INCLUSÃO SOCIAL

MÃES RECLAMAM PELA INCLUSÃO SOCIAL

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Mais de 60 mães de crianças com necessidades especiais, membros da Cooperativa Luana Semeia Sorrisos, reclamam falta de inclusão e integração social dos seus filhos nas escolas públicas do país.  Agastadas, encontram – se elas, uma vez que os seus filhos são impedidos de frequentar as escolas   públicas devido a deficiência.

Nicólia Zibia, membro da  cooperativa, retratou – nos o seu incidente: ” Fui a escola pública e quando chego para matricular meu filho, disseram me que não podia estudar naquela escola porque ele é uma criança especial, e perguntei o que é uma criança especial? Disseram que é especial porque tem deficiência. Rejeitaram a ele e disseram que devia procurar uma escola especial para puder estudar.” – Disse Nicólia.

Estas mães temem que o futuro de seus filhos esteja comprometido devido à  rejeição, sobretudo, do sistema de educação, e pela não inclusão na sociedade. “O futuro das crianças com necessidades especiais em algum momento está comprometido porque existem mães que não tem condições para cuidar das crianças, muitas delas abandonas as crianças ou deixando em orfanato e não são órfãos, e apelar a sociedade que haja uma inclusão que haja escolas para estas crianças. “- Disse Eulália Cuco.

Por seu turno, a directora Executiva da Cooperativa Luana Semeia Sorrisos, Benilde Mourana, alegou que o sistema de educação usado no país não é inclusivo. ” Olhando para o sistema que é adotado no pais, não seja algo inclusivo, o que esta acontecer é que estamos a criar escolas e estamos a colocar todos os meninos especiais num estabelecimento de ensino, como se tivesse uma doença contagiosa, que pudesse contaminar os meninos ditos normais, e corremos o risco porque na medida em que colocamos os meninos especiais numa escola, porque nem todas as patologias deve estar na mesma sala ” – Disse Mourana.

Num outro desenvolvimento, a Directora Executiva da organização deixou um apelo aos governantes, de modo que estes  priorizem esta camada social, pois sente – se a marginalização. “Se nós queremos de facto ter essa educação que se diz inclusiva, temos que começar a formar o pessoal a nível da educação, de modo que este  possa acompanhar nossos meninos “-Comentou Benilde.

A Cooperativa Luana semeia sorrisos organizou um almoço beneficente para ajudar as perto de 40 crianças albergadas pela Obra Dom Orione, em Maputo. A próxima gala será a 14 do mês corrente, no Orfanato Dom Orione.

 

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