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INEFP QUER FORMAR DEFICIENTES AUDITIVOS

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O emprego é um desafio para jovens moçambicanos, sobretudo para surdos, que muitas vezes, desenvolvem trabalhos mecânicos, em detrimento de intelectuais. A falta de formação de surdos pode estar na origem deste problema. Para colmatar esta situação, o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional, NEFP pretende assinar um memorando de entendimento com a Associação de Surdos de Moçambique, para que esta ajude na questão de linguagem de sinais, segundo avança o Director Geral do INEFP, Anastácio Chembeze “nós estamos no processo de assinatura de um memorando de entendimento com ASUMO, Associação de Surdos de Moçambique, que é para ver como nós podemos trabalhar juntos. Esse é um meio de inclusão, significa que as pessoas que têm este tipo de deficiência não devem ser excluídas nas oportunidades de emprego”- declarou.

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Anastácio Chembeze, Director Geral do INEFP

O director avança que um dos desafios que a instituição tem para a formação desta camada é o conhecimento da lingua de sinais para comunicar com surdos, “um dos desafios que nós temos é nós aprendermos a língua de sinais, para podermos comunicar e para podermos formar de maneria que essas pessoas tenham oportunidades iguais ou particulares no mercado de trabalho, por um lado mas antes disto como nos podemos formar a elas e adquirir as competências como qualquer um cidadão para poder singrar no mercado do trabalho”, disse Chembeze.

Tomé Sitoe, formador no INEFP comunga do posicionamento do seu director e afirma que as dificuldades no leccionamento estaram sempre presentes se o formador desconhecer a linguagem de sinais “haverá sempre dificuldade de o próprio formador transmitir o conhecimento por forma a que todos percebam da mesma maneira, por não ter metodologia ou técnica para tal. Mesmo se tivesse, isso seria difícil ou complicado, ao mesmo tempo, transumir conhecimento para dois publicos diferentes.”

A directora do departamento de emprego no INEFP, Domingas De Jesus Luís Mosse, apesar de confessar que a sua intituição não tem divulgado com muita regularidade os cursos profissionais que o INEFP oferece,  e pede que a comunidade surda se aproxime para o efeito “nós entendemos que falta essa publicação, falta mostrarmos que existimos e o que fazemos, mas nós queremos que vocês (surdos) se aproximem também, e venham porque nós criamos emprego para todos, disse.

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